quinta-feira, 9 de setembro de 2010

CONTROLE DOS MOVIMENTOS RESPIRATÓRIOS


Até certo ponto, é possível controlar os movimentos respiratórios. Podemos, por exemplo, parar de respirar durante certo tempo, também é possível aumentar ou diminuir a freqüência de inspiração e expiração. O sistema nervoso, entretanto, exerce sobre os movimentos respiratórios um controle involuntário, isto é, independente de nossa vontade. Após prender a respiração por certo tempo, somos forçados a voltar a respirar, queiramos ou não, os centros nervosos que controlam a respiração localizam-se no bulbo encefálico e na medula espinal. Em condições de repouso, nosso sistema nervoso produz, aproximadamente a cada 5 segundos, impulsos nervosos que estimulam a contração da musculatura torácica e do diafragma, fazendo-nos inspirar.
Quando nos exercitamos, as células musculares aumentam a taxa de respiração celular, liberando mais gás carbônico. Esse gás combina-se com a água e origina acido carbônico, o que torna o sangue mais acido. O aumento da acidez sanguínea é prontamente detectado pelo sistema nervoso, que aumenta a estimulação dos músculos envolvidos na respiração, com aumento da freqüência respiratória. 

Fisionomia da respiração VENTILAÇÃO PULMONAR


O ar dos pulmões é constantemente renovado, de modo a garantir um suprimento continuo de gás oxigênio ao sangue que circula pelos alvéolos pulmonares. Essa renovação de ar é o que se denomina ventilação pulmonar. Na espécie humana e em outros mamíferos; a ventilação pulmonar depende principalmente da ação dos músculos que ligam as costelas entre si, os músculos intercostais, e de uma membrana musculosa, espessa e resistente, o diafragma, que separa a cavidade torácica da cavidade abdominal.
A entrada de ar nos pulmões, chamada de inspiração, dá-se pela contração da musculatura do diafragma e dos músculos intercostais. O diafragma desce e as costelas sobem, aumentando o volume da caixa torácica e forçando o ar a entrar nos pulmões. Na saída de ar dos pulmões, chamada de expiração, ocorre o oposto: a musculatura do diafragma e os músculos intercostais relaxam-se, elevando o diafragma e abaixando as costelas; com isso o volume da caixa torácica diminui e o ar forçado a sair dos pulmões.
Cada movimento respiratório compõe-se de uma inspiração e de uma expiração, com a entrada e saída de aproximadamente 0,5 L de ar nos pulmões. O volume maximo de ar que pode ser inalado e exalado em uma respiração forçada é denominado capacidade pulmonar vital, algo em torno de 4 L a 5 L, para uma pessoa jovem. Os pulmões contem mais ar que a sua capacidade pulmonar vital, pois é impossível expirar a totalidade do ar contido nos alvéolos. mesmo quando se força ao maximo a expiração ainda resta cerca de 1,5 L de ar nos pulmões, o que é chamado de ar residual. Mais de 10.000 L de ar entram e saem diariamente de nossos pulmões. Nesse período, os pulmões absorvem entre 450 L e 500 L de gás oxigênio e expelem entre 400 L e 450 L de gás carbônico.
O numero de movimentos respiratórios executados por minuto é a freqüência respiratória. Durante o repouso, esse valor situa-se entre 12 e 15 vezes por minuto. Quando se pratica uma atividade física intensa, a freqüência respiratória aumenta. Isso porque a maior atividade corporal faz todas as células, principalmente as musculares, gastarem mais energia. A energia adicional necessária é obtida pelo aumento da respiração celular; assim, a  demanda das células por gás oxigênio é suprimida pelo aumento da freqüência respiratória.

ALVÉOLOS PULMONARES


Cada pulmão é constituído por cerca de 150 milhões de alvéolos pulmonares, pequenos sacos de paredes finas, formadas por células achatadas. Os alvéolos são recobertos por capilares sanguíneos, nos quais o sangue circula muito perto do ar que penetra nos alvéolos. Essa proximidade permite que ocorra difusão de gases entre o sangue e o ar: ao chegar aos capilares alveolares, o sangue e rico em gás carbônico e podre em oxigênio; depois de passar pelos capilares dos alvéolos, o sangue torna-se rico em oxigênio e podre em gás carbônico. Esse processo é denominado hematose e consiste na difusão de oxigênio do ar dos alvéolos para o sangue dos capilares, simultânea à difusão de gás carbônico no sentido inverso.
Se todos os alvéolos de um par de pulmões humanos fossem esticados e colocados lado a lado, sua superfície equivaleria à de uma quadra de tênis.  E se todos os capilares que recobrem os alvéolos fossem ligados uns aos outros, linearmente, atingiriam nada menos que 1.600 Km de extensão. Isso nos dá uma idéia da altíssima capacidade dos pulmões de realizar rocas gasosas.

PULMÕES


Os pulmões humanos são dois órgãos esponjosos, com aproximadamente 25 cm de altura e pesando cerca de 700 g, localizados no interior da caixa torácica. O pulmão direito é ligeiramente maior que o esquerdo e está dividido em três partes, ou lóbulos; o pulmão esquerdo tem apenas dois lóbulos. Pulmões de pessoas jovens têm cor rosada, que vai aos poucos escurecendo com a idade, devido ao acumulo de partículas de alcatrão e outras substâncias contidas na fumaça do cigarro.
Os pulmões são envoltos por duas membranas denominadas pleuras. A pleura interna está aderida à superfície pulmonar, enquanto a pleura externa está aderida à parede da caixa torácica. Entre as pleuras há um estreito espaço, preenchido por uma fina camada liquida. A tensão superficial desse líquido mantém unidas as duas pleuras, mas permite que elas deslizem uma sobre a outra, durante os movimentos respiratórios.

TRAQUEIA, BRÔNQUIOS, E BRONQUÍOLOS


A traqueia é um tubo de aproximadamente 1,5 cm de diâmetro por 10 cm de comprimento, com paredes reforçadas por anéis cartilaginosos. Podemos perceber esses anéis passando os dedos na região anterior da garganta, logo abaixo da proeminência laríngea. A função dos reforços cartilaginosos é manter a traqueia sempre aberta para a passagem de ar. Na região superior do peito, a traqueia divide-se em dois tubos curtos e também reforçados por anéis de cartilagem, os brônquios, que conduzem o ar aos pulmões. Tanto a traqueia quanto os brônquios e os bronquíolos são revestidos internamente por um epitélio ciliado, rico em células produtoras de muco. Partículas de poeira e bactérias em suspensão no ar aderem ao muco, sendo continuamente varridas em direção à garganta pelo batimento dos cílios. Ao chegar à faringe, o muco e as partículas aderidas são engolidos e vão para o tubo digestório, onde são digeridos e eliminados.
Nos pulmões, os brônquios ramificam-se abundantemente, formando tubos cada vez mais finos, os bronquíolos. O conjunto altamente ramificado de bronquíolos forma a arvore respiratória. Cada bronquíolo apresenta, em sua extremidade, um grupo de pequenas bolsas denominadas alvéolos pulmonares, como veremos mais adiante.